O Ibovespa, principal índice da B3, registra um desempenho morno nesta sexta-feira, 7, situando-se nos 123,4 mil pontos ao meio-dia. O comportamento do índice reflete a performance da economia brasileira, que, embora tenha crescido 3,4% no acumulado de 2024, começa a exibir sinais de fadiga. No último trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou apenas 0,2%, um resultado decepcionante frente às expectativas de 0,5%. O dado sinaliza um cenário de enfraquecimento que deve dar continuidade neste ano.
O mercado também repercute a decisão do governo de zerar a tarifa de importação de certos alimentos, numa tentativa de conter o aumento dos preços ao consumidor. A medida vem em um momento de queda na popularidade do presidente Lula, pressionado pelo aumento do custo de vida. No entanto, a política não foi recebida sem ressalvas: investidores aguardam com expectativa o anúncio da medida de compensação fiscal, que deverá apontar como o governo pretende equilibrar a perda de arrecadação gerada pela isenção.
Enquanto isso, no cenário internacional, as principais bolsas de valores dos Estados Unidos mostram recuperação após um período de perdas desencadeadas pela volatilidade da política tarifária de Donald Trump. O alívio veio com a divulgação do relatório de empregos, o chamado payroll, que apontou a criação de menos vagas do que o esperado. O dado é visto como um sinal de desaquecimento do mercado de trabalho, o que pode dar espaço para o Federal Reserve (Fed), banco central americano, afrouxar sua postura monetária. Isso poderia impulsionar o Ibovespa, já que a perspectiva de um maior diferencial de juros entre o Brasil e os EUA favorece o mercado acionário local. No entanto, a perpectiva de desaceleração da economia e o “tarifaço” de Trump continuam a pressionar a bolsa, limitando seu potencial de recuperação.O dólar operava próximo da estabilidade, e era cotado a R$ 5,77 às 11h50.