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O medo da nova bolha pontocom e o tombo das ações em Nova York

Você abre o Google para pesquisar uma informação qualquer e a primeira opção de resposta já não é o verbete da Wikipedia ou uma notícia sobre o fato ocorrido. Como primeira resposta, o buscador mostra a você uma informação compilada por inteligência artificial. Pode ser também que o seu telefone esteja sugerindo edições duvidosas em suas fotos ou ordenando e-mails aleatoriamente com base em IA.

E, nesta semana, a Apple começa a implantar em telefones mais novos a sua “Apple Intelligence”. Mas, apesar dos esforços das empresas para infiltrar ferramentas de IA em todos os serviços digitais das nossas vidas, até aqui está difícil de provar que eles são realmente capazes de transformar a forma como as pessoas trabalham e interagem com seus telefones. Mais difícil ainda tem sido provar que usuários estarão dispostos a pagar – caro – por IA.

Nisso, as ações da Nvidia, aclamada a grande campeã da era ChatGPT, caem quase 20% nos três primeiros meses de 2025. É uma perda considerável, mas que merece ser vista em prazos maiores também: em doze meses, a ação ainda sobe 20% e, numa janela de cinco anos, a valorização acumulada é de surreais 1.500%.

O mercado financeiro, porém, vive de olhar o curto prazo. Não é só a Nvidia que cai neste começo do ano. Ela e as demais seis Magníficas da bolsa têm enfrentado um 2025 difícil. As ações de Apple, Microsoft, Alphabet e Amazon recuam na faixa de 10% de janeiro a março. Sobram duas exceções: Meta e Tesla. No caso da dona do Facebook, a queda é de modestos 1,5%, isso após a empresa tirar o pé dos investimentos em metaverso. Do outro lado está a montadora de Elon Musk, que derrete 35% em uma combinação de dano de imagem por seu envolvimento com o governo de Donald Trump e o aumento da concorrência de carros elétricos chineses.

O mês de abril começa nas bolsas americanas novamente em queda, enquanto investidores se questionam se as ações já caíram o bastante para ajustar o risco da guerra comercial de proporções globais travada pelo presidente americano. O EWZ, fundo que representa a bolsa brasileira em Nova York, avança no pré-mercado.

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Ações sobem e descem por uma série de motivos – dificilmente há uma razão isolada para as movimentações do mercado. Ansiosos com o vai-e-vem da guerra comercial, investidores parecem ter decidido dividir as atenções com outras possíveis fontes de problema, como pode ser o excesso de apostas (e investimentos) em IA sem que a tecnologia ganhe a escala e rentabilidade prometidas.

Agenda do dia

6h: Zona do euro divulga CPI preliminar de março
6h: Zona do euro publica taxa de desemprego de fevereiro
9h: Câmara faz sessão solene em homenagem aos 60 anos do BC, com presença do presidente da instituição, Gabriel Galípolo 
9h30: Christine Lagarde (BCE) discursa em evento
11h: Galípolo tem reunião com CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro
11h: EUA anunciam relatório de abertura de vagas (Jolts) 

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