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Não há solução única para descarbonizar frota, diz executivo da Stellantis

No caso do Brasil, não é viável nem desejável que os carros movidos 100% através de energia elétrica substituam os modelos convencionais no curto prazo. A avaliação é de João Medeiros, vice-presidente de assuntos regulatórios da Stellantis na América do Sul. “A descarbonização exige que a gente trabalhe todos os modelos (de veículos)”, disse durante evento da BloombergNEF, em São Paulo, nesta terça-feira, 1 de abril. O leque de produtos inclui carros movidos a etanol, híbridos convencionais e plug-in (carregados via tomada), além dos elétricos. “Não conseguimos fazer uma transição disruptiva, pegando tudo que temos hoje e jogando no lixo, e adotando uma única tecnologia”. O executivo afirma que, atualmente, comprar um veículo totalmente elétrico não faz sentido para todos os consumidores, que representam um grupo diverso. A escolha depende de elementos como a distância média percorrida pelo motorista e a disponibilidade de pontos de carregamento — mesmo nos casos em que o comprador pode bancar o preço do veículo.

Do ponto de vista ambiental, Medeiros lembra que, levando em conta todas as emissões geradas pelo veículo elétrico de sua fabricação até o descarte — o chamado “do berço ao túmulo” –, ele não traz benefício quando comparado a um carro movido a etanol. “No Brasil, (o descarte dos veículos elétricos) ainda não funciona bem”, diz. A Stellantis mantém conversas com o governo federal a fim de conceber políticas que aprimorem o “fim da vida” dos veículos elétricos. De todo modo, o país ainda está em posição muito privilegiada quando o assunto é descarbonização da frota, segundo Medeiros. “Cerca de 30% do combustível consumido por veículos leves é etanol, e mesmo os que rodam com gasolina tem etanol na composição. Quantos países podem dizer isso?”, diz ao Radar Econômico.

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