Após uma série de criticas de parlamentares aos gastos do Governo com viagens da primeira-dama Janja, o presidente Lula rebateu, neste sábado, 29. “A minha mulher não é clandestina”, afirmou em coletiva à imprensa, no Vietnã. “Ela viajou a convite do companheiro Macron para discutir o combate à fome e à pobreza.”
O petista disse ainda que a esposa não precisaria responder a “molecagem” e que as viagens são justificadas. “Eu queria que a oposição lesse o discurso dela para deixar de ser ignorante”, disse. “Ela vai continuar fazendo o que ela gosta. A mulher do Presidente Lula vai estar aonde ela quiser, vai falar o que ela quiser e vai andar aonde ela quiser.”
As criticas ganharam força após Janja ser vista com o presidente em Tóquio, durante série de viagens de Estado pela Ásia. Em seguida, a primeira-dama foi para Paris, onde participou de fórum sobre combate à fome, tema que estava entre as promessas de campanha de Lula. Nomeada pelo presidente, ela discursou como chefe da delegação brasileira na cúpula Nutrição para o Crescimento (N4G) e recebeu deferência do chefe de Estado francês.
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O incômodo, no entanto, não é de hoje. Em 2024, o deputado federal Gustavo Gayer, do PL de Goiás, alegou que ela passou 103 dias em viagens durante os dois primeiros anos de governo, pedindo que o Tribunal de Contas da União (TCU) investigasse tais gastos. Embora o pedido tenha sido arquivado, a oposição insiste que uma inspeção das despesas é necessária, sob argumento de que Janja não ocupa um cargo público.