Em um gesto de retribuição à boa vontade de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) com o governo, o presidente Lula vai nesta quarta-feira à noite ao encontro do chefe do Senado em sua residência oficial para uma conversa com ele e lideranças da Casa próximas ao Planalto.
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também deve participar da reunião, prevista para começar imediatamente depois da sessão plenária do Senado. Ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) foi convidado, mas, devido a um “compromisso previamente agendado”, não vai comparecer.
Desde que tomou posse neste terceiro mandato, Lula sempre havia recebido parlamentares para eventos ao estilo happy hour no Palácio da Alvorada. A deferência a Alcolumbre – que deve ser repetida em breve com Hugo Motta e líderes da Câmara – vem para reconhecer o trabalho do Congresso em favor de pautas do governo.
O exemplo mais recente foi a aprovação pelo Senado, a toque de caixa, do projeto que estabelece a reciprocidade no rigor da legislação ambiental e na tarifação de importações entre o Brasil e seus parceiros comerciais, como União Europeia e Estados Unidos.
Além disso, Alcolumbre e Motta têm mantido, nos bastidores, discurso afinado com o Planalto contra a aprovação da anistia para condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes no 8 de Janeiro.
Lula precisará, ainda, articular com os dois presidentes das Casas do Congresso a votação da isenção de Imposto de Renda para quem ganha até 5.000 reais por mês, principalmente para evitar a desidratação da cobrança adicional imposta aos chamados “super-ricos”.