No último sábado, 29, um golfinho dos grandes, um cachalote pigmeu, encalhado na praia do litoral paulista mobilizou dezenas de banhistas da região. A cena era mesmo comovente. Um macho, com 2,7 metros de comprimento e um corpo de 350 kg, debatia-se, como se quisesse evitar as ondas que estouravam em cima dele. O sofrimento do bicho, encalhado na praia do centro da singela cidade de Mongaguá, no litoral sul de São Paulo, levou muitos banhistas caírem no mar para tentar tirá-lo daquela situação. Com a ajuda de uma equipe de resgate do Instituto Gremar, o animal foi levado para o centro de reabilitação, no Guarujá, onde foi acomodado em um tanque de 60 mil litros. Mesmo com os cuidados da equipe em tempo integral, na manhã do dia seguinte, o golfinho não resistiu.
A equipe ainda não conseguiu confirmar o que aconteceu com o mamífero para que ficasse com um estado de saúde tão debilitado. Além de severas escoriações, decorrentes do processo de encalhe, foi encontrada espuma nos pulmões, que sugere pneumonia e afogamento. No estômago e no esôfago, havia parasitas vivas, que sinalizaram o péssimo estado do animal. A equipe ainda realizou colheitas de amostras para a realização de outros exames complementares que possam determinar com mais exatidão as causas do óbito.
Poluição e aquecimento das águas são hipóteses que ainda não podem ser confirmadas. Nesta semana, um estudo publicado revelou o aumento da morte de tartarugas no litoral paranaense. Os registrou apontam mais de 400 mortes de outubro a março. As tartarugas são sentinelas dos mares, só sobrevivem em águas limpas.