O bilionário Elon Musk reclamou neste domingo, 30, que sua participação no governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, tem feito ele perder muito dinheiro e prejudicado os negócios da Tesla. Durante um evento em Wisconsin, Musk declarou que sua função no comitê montado por Trump para determinar cortes nos gastos públicos, com o objetivo de reduzir o tamanho do Estado na economia americana, está lhe “custando muito”. A atuação de Musk tem gerado controvérsia e atraído críticas de diversos setores, não apenas pelos cortes em si, mas porque ele tem usado a visibilidade do cargo para expressar opiniões políticas consideradas extremistas.
A polêmica presença de Musk na política tem gerado reações negativas nos mercados, afetando o preço das ações da Tesla. Segundo o empresário, ele está sob pressão para abandonar o cargo. “Eles estão tentando me forçar a parar com isso. As minhas ações na Tesla, assim como de todos os acionistas, caíram pela metade. Isso é um grande problema”, declarou.
Logo após a eleição de Trump, as ações da Tesla atingiram um pico histórico, mas desde então perderam 45% de seu valor. Apesar de ainda ser considerado o homem mais rico do mundo, Musk viu sua fortuna diminuir em mais de 100 bilhões de dólares neste ano, de acordo com o índice de bilionários da Bloomberg. A desvalorização da Tesla tem sido atribuída a diversos fatores, incluindo a preocupação dos investidores com o envolvimento político de Musk, a crescente concorrência no setor de veículos elétricos e a instabilidade econômica global.
Apesar das perdas, Musk se mostrou otimista em relação ao futuro da Tesla. “A longo prazo, acho que as ações da Tesla vão se recuperar. Talvez seja uma oportunidade de compra”, comentou o executivo, reforçando sua confiança na empresa.
A declaração de Musk ocorreu em meio à sua participação em um comício em apoio ao candidato Brad Schimel na disputa para o tribunal superior do estado de Wisconsin. Musk já doou 14 milhões de dólares para a campanha de Schimel. Em muitos estados americanos, os juízes de suas cortes máximas são eleitos em disputas que mimetizam a polarização política do país e frequentemente influenciam as votações para o Congresso.