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Defesa de Bolsonaro cita VEJA e diz que Mauro Cid corroborou versão da PF

O advogado Celso Vilardi, que defende Jair Bolsonaro no julgamento da acusação de tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal disse durante a sessão que o ex-ajudante de ordens do ex-presidente, tenente-coronel Mauro Cesar Cid, corroborou a versão apresentada pela Polícia Federal e que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) se baseou unicamente na delação do militar, que, segundo o defensor, deveria ser anulada. Vilardi disse ainda que a denúncia oferecida não traz provas de correlação com os atos de 8 de Janeiro.

O defensor citou reportagem exclusiva de VEJA de março de 2024, que trouxe áudio no qual Mauro Cid diz ter sido pressionado pela PF a relatar fatos que não haviam acontecido e a detalhar eventos sobre os quais não tinha conhecimento para que confirmasse uma “narrativa” que a investigação policial já teria sobre os fatos.  

As declarações de Vilardi foram feitas durante a manhã desta terça-feira, 25, perante a Primeira Turma do STF. “O que aconteceu nesse caso foi que ele (Cid) falou, mentiu, omitiu e se contradisse, segundo a PF. E há uma inversão: não é o Estado que foi buscar provas de corroboração do que ele apresentou. É o contrário: o Estado trouxe indícios e ele se adequou aos indícios”, prosseguiu o advogado de Bolsonaro.

8 de Janeiro

Vilardi disse ainda que a pretensa participação de Bolsonaro nos atos de 8 de janeiro não foi levantada pela PF, e que, pelo contrário, somente foi incluída na denúncia pela PGR.  “Nem a Polícia Federal afirmou a participação dele no 8 de janeiro. Não há nenhum único elemento, nem na delação [de Mauro Cid]”, disse o advogado.

Cobertura ao vivo

VEJA acompanha em tempo real, desde as 9h, o julgamento do caso na Primeira Turma do STF — a cobertura pode ser acompanhada aqui. Durante a manhã, foi lido um resumo do processo pelo relator, Alexandre de Moraes, e a apresentação dos principais pontos da acusação pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

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Depois falaram os advogados dos oito acusados — além de Bolsonaro, estão sendo julgados os generais Walter Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira — todos ex-ministros de Bolsonaro -, o ex-comandante da Marinha almirante Almir Garnier, o tenente-coronel Mauro Cid, o ex-chefe da Abin e hoje deputado federal pelo PL-RJ, Alexandre Ramagem, e o ex-ministro e ex-secretário da Segurança Pública do DF, Anderson Torres.

O julgamento foi suspenso e será retomado às 14h, já com a leitura do relatório e apresentação do voto por Moraes, que irá defender que sejam aceitas as denúncias contra todos os envolvidos. Se der tempo, os outros quatro ministros do colegiado (Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiuz Fux) começam a votar. Há uma sessão extra convocada para a manhã de quarta-feira, 26.

Acompanhe aqui a sessão com análises de jornalistas de VEJA e convidados especiais.

 

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