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A relação dos cinco homens mais ricos do mundo com Donald Trump

Ao retornar à Casa Branca, em 20 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conquistou para o seu lado um grupo influente: donos de gigantes da tecnologia. Na posse, separou um espaço especial para os novos aliados — entre eles antigos rivais, como o dono da Meta, Mark Zuckerberg, que baniu a conta do republicano em 2021, após os ataques ao Capitólio. Parece ter ficado no passado. Uma nova lista da Forbes, divulgada nesta terça-feira, 1, dá contornos sobre a estratégia de Trump em atrair a trupe para perto: dos cinco homens mais ricos do mundo, quatro estiveram presentes na cerimônia de início de mandato do republicano. Veja quem são abaixo.

1. Elon Musk – US$ 342 bilhões (R$ 1,947 trilhão)

O primeiro do ranking é, sem mais nem menos, o principal aliado de Trump: Elon Musk, dono da Tesla, SpaceX e X, antigo Twitter. Ele tem ocupado protagonismo no segundo mandato de Trump, estando à frente do polêmico Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês). Impulsionado pelo presidente dos EUA, o magnata tem liderado um corte de gastos generalizado no governo, incluindo a demissão de milhares de funcionários federais.

Musk pode lucrar, e muito, com a proximidade à Casa Branca a partir de contratos entre o Pentágono e a SpaceX, sua fabricante de foguetes, especialmente em um contexto de estímulos à exploração de Marte. Embora não seja um oficial eleito, e nem tenha sido formalmente indicado a um cargo por Trump, atuando apenas na condição de conselheiro, Musk tem exercido influência nos rumos do governo americano. Recentemente, apoiou financeiramente a candidatura de um juiz conservador para a Suprema Corte de Wisconsin, atraindo críticas de democratas por interferência eleitoral.

2. Mark Zuckerberg – US$ 216 bilhões (R$ 1,231 trilhão)

Conhecido pelo sucesso estrondoso do Facebook, Mark Zuckerberg teve momentos tensos com Trump. A rivalidade alcançou o pico há quatro anos. Em 6 de janeiro de 2021, trumpistas invadiram o Capitólio, sede do Legislativo dos EUA, para tentar impedir a confirmação de Joe Biden como presidente sob falsas alegações de fraude eleitoral, disseminadas pelo republicano. Depois disso, Zuckerberg suspendeu “indefinitivamente” a conta de Trump no Facebook por usar a “plataforma para incitar uma insurreição violenta contra um governo democraticamente eleito”. Isso, claro, atraiu a ira do político. A conta só foi restaurada em 2023.

A situação deu indícios de mudanças no ano passado, quando Trump engatou numa polarizada campanha para voltar à Casa Branca. Após o atentado contra Trump, em julho, o dono da Meta disse que a reação do candidato republicano foi “incrível”. Com a eleição de Trump, em novembro, os dois jantaram juntos em Mar-a-Lago, na Flórida. Na ocasião, Um porta-voz da Meta confirmou que Zuckerberg se encontrou com o republicano na quarta-feira, dizendo à emissora britânica BBC que “Mark ficou grato pelo convite para se juntar ao presidente Trump para jantar e pela oportunidade de se encontrar com membros de sua equipe sobre a próxima administração.”

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“Mark, obviamente, ele tem seu próprio interesse, e ele tem sua própria empresa e ele tem sua própria agenda, mas ele deixou claro que quer apoiar a renovação nacional da América sob a liderança de Trump”, disse Stephen Miller, que foi nomeado vice-chefe de gabinete para o segundo mandato de Trump, após o encontro.

3. Jeff Bezos – US$ 215 bilhões (R$ 1,226 trilhão) 

Entre Musk, Zuckerberg e Bezos, o último assumiu um tom mais sucinto em relação ao apoio a Trump. O dono da Amazon também é um antigo oponente de Trump. Entre 2016 e 2020, os dois brigaram por uma gama de questões, desde pagamentos de impostos da Amazon até matérias do jornal americano The Washington Post, do qual Bezos é dono. Após a vitória do republicano no pleito do ano passado, a relação parece ter melhorado, incluindo elogios do bilionário à participação de Musk no governo americano e à agenda de desregulamentação promovida pela administração Trump. Assim como Musk e Zuckerberg, ele também esteve presente na posse.

“Estou muito esperançoso — ele parece ter muita energia em torno da redução da regulamentação”, disse Bezos sobre Trump, em dezembro do ano passado. “E meu ponto de vista é, se eu puder ajudá-lo a fazer isso, vou ajudá-lo, porque temos regulamentação demais neste país.”

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4. Larry Ellison – US$ 192 bilhões (R$ 1,094 trilhão)

Único da lista a não participar da posse, Ellison foi considerado o homem mais rico do planeta em 2016, quando Trump foi eleito pela primeira vez. Dono da multinacional de tecnologia Oracle, ele é um aliado de longa data de Trump. Um dia após a cerimônia inaugural do presidente americano, o empresário visitou a Casa Branca, acompanhado por Sam Altman, da OpenAI, e Masayoshi Son, da SoftBank. O trio esteve no Salão Oval para lançar um projeto de infraestrutura de inteligência artificial com o governo americano. Na reunião, Trump não poupou elogios a Ellison, de 80 anos, o mais velho dos cinco.

“Ele é meio que o CEO de tudo. Ele é um homem incrível”, afirmou o presidente dos EUA na ocasião.

Ellison também é cotado para assumir o controle do TikTok, rede social da chinesa ByteDance, que foi alvo de uma ordem de venda para uma empresa americana caso deseje continuar operando no país.

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5.  Bernard Arnault – US$ 178 bilhões (R$ 1,015 trilhão)

O francês Bernard Arnault também marcou presença na posse de Trump, ao lado de sua esposa e dois filhos. A família é a mais rica da França. Ele é CEO da LVMH, a maior empresa de artigos de luxo do mundo, responsável por 70 marcas de grife, como Louis Vuitton, Dior e Tiffany’s. Ao contrário de Musk, Zuckerberg e Bezos, Arnault estava sentado mais longe do presidente dos Estados Unidos.

Segundo fontes do jornal americano The New York Post, a ida à posse tinha como objetivo sinalizar seu apoio ao novo governo e, como consequência, “evitar tarifas sobre suas marcas de luxo”. O relacionamento entre os dois, contudo, é antigo. Em 2019, Trump e a filha Ivanka visitaram a fábrica de couro do empresário francês no Texas. Além disso, a família Arnault é próxima do genro de Trump, Jared Kushner.

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