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A odisseia de Hermeto Pascoal para liberar aposentadoria do INSS bloqueada

O músico Hemeto Pascoal, de 88 anos, postou em suas redes sociais uma nota de repúdio após ter sua aposentadoria no INSS bloqueada. O artista afirmou que a aposentadoria foi bloqueada após a falta de uma prova de vida. Ou seja, o músico deveria se apresentar pessoalmente em Curitiba. Pascoal, no entanto, não vive na capital paranaense há mais de dez anos. Após tratativas com o INSS, esse problema foi solucionado, mas o benefício continuou suspenso porque o valor não foi sacado no prazo.

A equipe de Hermeto lembrou que outros idosos também passaram por problemas semelhantes, como Fernanda Montenegro e Martinho da Vila, ambos também por não apresentarem “provas de vida”.

Apesar da idade, Hermeto continua ativo, gravando músicas e fazendo shows. Em setembro do ano passado, por exemplo, ele foi uma das atrações do festival The Town, em São Paulo.

Confira o texto na íntegra divulgado pela equipe de Hermeto Pascoal:

“Hermeto Pascoal, 88 anos, um dos maiores nomes da música brasileira, está com sua aposentadoria por idade bloqueada pelo INSS.

O benefício foi suspenso inicialmente por falta de prova de vida presencial exigida em Curitiba, cidade onde ele não mora há mais de 10 anos. Depois de um longo processo, essa pendência foi finalmente resolvida.
Agora, o benefício segue bloqueado por um novo motivo: “37 – Suspenso por não saque”. Isso ocorre quando o pagamento não é retirado dentro do prazo, e o INSS estorna o valor e interrompe os depósitos. A reativação exige uma nova solicitação, que já foi feita — mas até agora, nada foi resolvido.

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Todas as etapas dependem de aplicativo ou telefone, canais que são difíceis de acessar, especialmente para idosos nessa faixa etária.
Casos semelhantes vêm se acumulando. Fernanda Montenegro, por exemplo, teve sua aposentadoria suspensa por ser considerada “morta” no sistema. Martinho da Vila também teve o benefício interrompido. O problema é grave, afeta milhares de pessoas e não pode ser tratado com normalidade.

A aposentadoria é um direito. O Estatuto do Idoso garante prioridade e respeito no atendimento público — mas isso está longe de acontecer na prática.
Esse caso não é um pedido por privilégio. É um alerta sobre como o sistema trata nossos idosos, inclusive aqueles que dedicaram suas vidas à cultura brasileira.”

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