A dívida pública federal (DPF) continua crescendo, impulsionada tanto por novas emissões de títulos quanto pela incorporação de juros. O total da dívida aumentou 3,3% de janeiro para fevereiro, passando de 7,25 trilhões de reais para 7,49 trilhões de reais. Os dados estão no Relatório Mensal da Dívida, divulgado nesta sexta-feira, 28 pelo Tesouro Nacional.
A dívida interna (DPMFi), que representa a maior parte desse total, cresceu 3,26%, chegando a 7,18 trilhões de reais. Esse aumento ocorreu porque o governo emitiu mais títulos do que resgatou (155,95 bilhões de reais líquidos) e também porque os juros acumulados no período somaram 70,85 bilhões de reais.
Já a dívida externa (DPFe) subiu 4,15% e fechou fevereiro em 314,34 bilhões de reais (ou 53,75 bilhões de dólares). Desse valor, 260,98 bilhões de reais vêm de títulos emitidos no exterior, e 53,36 bilhões de reais são de contratos de empréstimos internacionais.
Em fevereiro, os bancos e os fundos de investimento ampliaram suas participações na dívida pública, enquanto a fatia da Previdência Social recuou. As instituições financeiras aumentaram seu estoque de títulos de 2,02 trilhões de reais para 2,14 trilhões de reais, elevando sua participação para 29,83%.
Já os fundos de investimento passaram a deter 1,60 trilhão de reais, acima dos 1,53 trilhão de reais registrados no mês anterior. A Previdência, apesar de ter aumentado suas aplicações para 1,73 trilhão de reais, viu sua participação cair para 24,08%. Investidores estrangeiros mantiveram uma presença mais tímida, com um leve crescimento de1,77 bilhão de reais, fechando o mês com 9,65% do total.
O custo da dívida pública cresceu
O custo da dívida pública ficou mais caro em fevereiro. A taxa média dos últimos 12 meses subiu de 11,40% ao ano em janeiro para 11,57% ao ano. O encarecimento também foi sentido na dívida interna, que passou de 10,88% para 11,06% ao ano.
O governo reforçou seu colchão de liquidez para o pagamento da dívida pública. A reserva, que funciona como um fundo de segurança para honrar os compromissos, cresceu 19,47% em fevereiro, chegando a 888,78 bilhões de reais. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o aumento foi mais modesto, de 0,42%. Com esse volume de recursos, o Tesouro Nacional informa que tem dinheiro suficiente para cobrir os vencimentos da dívida pelos próximos 6,66 meses.